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Dia da Amazônia | “A terra não pertence ao homem; o homem pertence a terra”.

Meio Ambiente

Dia da Amazônia: celebrado hoje, 5 de setembro, para enaltecer a maior floresta tropical do mundo e uma das maiores riquezas naturais do Brasil. E também para alertar a população: deve-se dar valor a Amazônia!

Entenda o que é a Amazônia:

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, detentora de uma biodiversidade sem precedentes, contendo inúmeras espécies da fauna e da flora, sendo muitas delas ainda desconhecidas.

Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.

WWFWorld Wildlife Fund

Com mais de sete milhões de km², a Floresta Amazônica abrange sete estados brasileiros e nove países da América Latina.

E não foi atoa que criaram o Dia da Amazônia para celebrar o tesouro brasileiro.

A Amazônia abriga inúmeras espécies da fauna e da flora (muitas ainda desconhecidas).

Pela grande extensão territorial, conseguimos entender a sua importância para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Devido a sua riqueza natural, a Floresta Amazônica tem sofrido, cada vez mais, com a interferência humana em atividades como a agroindústria, pecuária, hidrelétricas, extração de madeira (legal e ilegalmente) e a mineração.

Tais práticas são inerentes a economia e desenvolvimento do Brasil, mas é preciso alertar a população sobre o desmatamento que está, infelizmente, esgotando os recursos da Amazônia.

O Dia da Amazônia tem o objetivo de gerar reflexões sobre o limite sustentável da floresta. Como é possível gerar desenvolvimento e recursos provenientes da biodiversidade, sem que seja necessária destruição tamanha?

O Dia da Amazônia

O dia 05/09 foi escolhido em homenagem a criação da Província do Amazonas (atual estado do Amazonas) por D. Pedro II em 1850.

“O Dia da Amazônia é um dia de celebração”, ressalta a secretária geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito. “Nós temos conhecimento sobre os problemas e desafios do bioma, mas muito mais sobre as ferramentas que precisamos para vencê-los e quais os resultados que devemos atingir. Nosso trabalho tem se pautado na proposição de uma agenda positiva para o desenvolvimento sustentável do bioma”, avalia.

WWFWorld Wildlife Fund

O valor da Amazônia vai muito além.

Ela foi pré-selecionada, em 2008, como uma das candidatas às Novas 7 Maravilhas da Natureza pela Fundação Sete maravilhas do mundo moderno.

E, em fevereiro de 2009, ela foi classificada em primeiro lugar no Grupo E, a categoria para as florestas, parques nacionais e reservas naturais.

Amazônia e o carbono

Em 2018, durante o Workshop “As dimensões científicas, sociais e econômicas do desenvolvimento da Amazônia”, realizado no dia 16 de agosto, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), os cientistas participantes alertaram para a capacidade de absorção de carbono da Floresta Amazônica que está se reduzindo à zero.

O evento, que foi organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Inpa e Instituto Wilson Center, abordou o tema para a discussão sobre a estabilidade do clima do planeta Terra.

Nos últimos 20 anos, a vegetação da Floresta Amazônica possuía uma capacidade significativa em absorver carbono, o que garantia a estabilidade da atmosfera em relação à liberação de dióxido de carbono. Porém, essa capacidade está se esgotando e os cientistas consideram a atual situação muito preocupante.

As florestas tropicais, como a Amazônia, são consideradas os maiores estoques de carbono na Terra. Ele é tão importante, pois é o quarto elemento mais abundante na atmosfera e um dos gases de efeito estufa.

Dessa forma, se a floresta produz mais fotossíntese do que perde carbono, ela aumenta sua biomassa e estabiliza a atmosfera.

Julgando um possível cenário do futuro climático, a Amazônia pode começar a perder carbono para a atmosfera, o que aumentaria o aquecimento global, pois ela representa 10 anos de queima de combustível fóssil.

*Por Ingrid Stockler e Tatyanne Werneck

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